O crescimento econômico acompanhado da desigualdade social tem contribuído para o aumento da violência em Macaé. Cada vez ela torna-se mais perceptível cotidiano desta cidade.
Sabemos que a violência é um mal presente em todos os povos, desenvolvidos ou não, e que ultrapassa as fronteiras de uma cidade. No entanto, a sociedade de Macaé tem vivido momentos nunca vistos na sua história, com crimes bárbaros, típicos dos grandes centros urbanos, os quais vêm ocorrendo diariamente, como noticiam os meios de comunicação de massa da região. Tal situação tem gerado na população da cidade um sentimento de absoluta insegurança e medo. Muitas ruas da cidade estão tomadas de marginais, que praticam furtos e roubos à luz do dia, e as vezes até agridem ou matam as vítimas. Casas são constantemente invadidas por assaltantes, e até prédios da cidade têm sido alvo da ação dos bandidos. Nos arredores da cidade, a lei do tráfico é a que tem prevalecido, gerando mortes e tiroteios diariamente.
O progresso de Macaé, trazido pela indústria do petróleo, trouxe para a cidade uma multidão de pessoas, as quais vêm de todos os cantos do país e do mundo, atraídos na sua maioria pela propaganda de que Macaé é a “capital do petróleo”, uma cidade que tem “desenvolvimento para todos”, entre outros slogans. Ocorre que a grande maioria destes, que buscam uma oportunidade de trabalho, acabam vindo para a cidade e não conseguem achar o denominado “progresso”, que se mostra não ser tão acessível a todos assim como se divulga. Estas pessoas acabam sem ter onde morar e sem ter como voltar, e então se instalam em favelas já existentes ou iniciam a formação de outras e, sem empregos para se sustentar, acabam entrando para o mundo do crime.
Macaé já se tornou “figurinha repetida” dos rankings quando o assunto é violência. Alguns exemplos são: 5ª cidade mais violenta para a população jovem do estado do Rio de Janeiro, 1ª cidade em número de homicídios de jovens entre 15 e 24 anos, e 10ª cidade mais violenta do brasil.
A partir dos dados já citados, podemos concluir que Macaé cresceu, mas sua estrutura não comportou o seu crescimento, o que se reflete nitidamente no crescimento das comunidades carentes que vêm crescendo assustadoramente no entorno da cidade.
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