É notável a quantidade de contrastes existentes em Macaé. Ao analisar sua situação percebe-se claramente as vantagens e desvantagens advindas do rápido crescimento econômico sem a preocupação e organização do desenvolvimento social e político.
As chamativas ofertas de emprego pela exploração do petróleo e áreas favorecidas pela entrada da Petrobras na cidade trouxeram uma população estrangeira considerável, porém não qualificada. Hoje em dia sobram pessoas desempregadas como também sobram vagas bem remuneradas. A falta de planejamento para abrigar essa quantidade de famílias que não alcançaram o sucesso previsto gerou desigualdades absurdas.
De um lado da cidade pode-se passear tranqüilamente pelas ruas silenciosas dos bairros nobres, moradia dos privilegiados pela oferta do petróleo, em companhia de guardas nas esquinas e segurança durante dia e noite. No outro extremo da cidade encontra-se uma população pobre, em bairros pobres com ruas sem identificação, em companhia de mendigos e marcas de violência nos prédios sem numeração.
A cidade possui uma tecnologia moderna aplicada nas enormes plataformas da Petrobras, que enchem a vista dos visitantes à praia, e milhares de vôos de helicópteros por dia; mas por outro lado a população pobre enfada-se com o trânsito automotivo constante durante a semana, e a falta de tecnologia provida pelo governo para o saneamento básico em todas as residências, sendo presente na mesma cidade a obtenção de água potável através de poços artesianos.
A situação atual de Macaé é um desfavorecimento da população nativa, além da perda de identidade e cultura, apesar da entrada de diversas culturas estrangeiras na cidade. E a falta de ações por parte do governo visando a solução dessas desigualdades, apesar da grande quantidade de recursos financeiros obtidos através da exploração do petróleo.
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